Monsanto

Alexandre Herculano — Cenas de um Ano da Minha Vida. Poesia e Meditação. [1831-1832]. Apontamentos de Viagem [1853-1854]
Setembro 2 a 5. - Madrugada agradável: a quinta de um grande proprietário pela manhã cedo: os bois, os cavalos, os porcos, as ovelhas merinas, a nega, etc. A corrida das lebres infeliz. Almoço. Passeio de tarde ao alto da ermida de Santa Bárbara. Pela direita a nascente à distância de poucas léguas vê-se o alto e isolado monte de Monsanto: em frente ao norte vêem-se alvejar alguns dos edifícios de… ver mais

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Setembro 1. - Partida das Águas para a Lousã a quatro léguas e a cinco de Penamacor. Bestas péssimas de Penamacor. Caminhamos uma légua de noite: madrugada abafadiça: o território pela maior parte nu e com leves acidentes: pequena refeição na aldeia de S. Mamede a duas léguas de Lousã. Deixamos à esquerda Monsanto, ponto fortíssimo pela altura e isolamento da montanha em que está colocado e que se avista de quase todos os pontos aquém da Estrela: o seu antigo castelo: foi modernamente substituído por novas fortificações que voaram em consequência de um raio. A vila é (ver a estatística do Cardoso Ms.). Descemos a um vale pouco profundo e assaz largo, por cujo meio passa o Alpreade em cujo leito areado se vêem alguns pegos e mesmo correr alguma água, nos sítios onde se não some por baixo da areia. Sobem-se outra vez algumas ladeiras e encaminhamo-nos para a Lousã quase escondida no horizonte no meio de um círculo de arvoredo. Terrenos áridos e pobres, mas geralmente cultivados do cereal mais comum da Beira oriental, o centeio. Chegamos à Lousã.
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