Beato

Camilo Castelo Branco — Mistérios de Lisboa, volume II
Quando Eugenia voltara de Santarem debruçava-se negligentemente Alberto de Magalhães no peitoril do seu kiosque sobranceiro á estrada no Beato Antonio. A foragida rival d'Angela de Lima vinha triste. A sympathia prendia os olhos n'aquelle rosto angelico em que o viço desbotado era a morbidez da flôr colhida em hora de calor e desbotada pelos ardores da sésta Alberto, desde que o vulto se desenhara… ver mais

Additional Excerpts

E reconcentrado na sua habitual tristeza Alberto de Magalhães sahiu entrou na carruagem e mandou tocar para casa. Ao cahir da tarde o mysterioso investigador do cigano das Alcaçovas montou a cavallo e picou a trote largo para o Beato Antonio onde fizera construir uma linda casa de campo ao gosto oriental. Em frente do convento dos Antoninhos viu que o seguiam a galope rasgado tres cavalleiros.
Partiram. Com o balanço da sege os soffrimentos de minha mãe augmentavam. Antes do Beato Antonio pediu que a deixassem ir a pé porque receava morrer.
×