Colares
Eça de Queirós — O Primo Basílio
"Aquilo" começara em Sintra, por grandes partidas de bilhar muito alegres, na quinta do tio João de Brito, em Colares. […] Era na sala de baixo pintada a oca, que tinha um ar antigo e morgado; uma grande porta envidraçada abria para o jardim, sobre três degraus de pedra. Em roda do repuxo havia romanzeiras, onde ele apanhava flores escarlates. A folhagem verde-escura e polida dos arbustos de camél…
ver mais
Additional Excerpts
E pôs-se a falar de Colares: a sua primeira ideia, mal chegara, tinha sido tomar uma tipóia e ir lá: queria ver a quinta. Ainda existiria o balouço debaixo do castanheiro? Ainda haveria o caramanchão de rosinhas brancas, ao pé do cupido de gesso que tinha uma asa quebrada?
Luísa ouvira dizer que a quinta pertencia agora a um brasileiro: sobre a estrada havia um mirante com um tecto chinês, ornado de bolas de vidro; e a velha casa morgada fora reconstruída e mobilada pelo Gardé.
×