Para resolver problemas de abastecimento de água do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, as monjas clarissas mandaram edificar ambicioso aqueduto iniciado cerca de 1783. Atribuído a Manuel Alves Macomboa, arquiteto pombalino responsável pela reforma da Universidade de Coimbra, o complexo estende-se por aproximadamente dois quilómetros desde nascente descoberta na Cruz de Morouços, em arcaria de …
ver mais
Para resolver problemas de abastecimento de água do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, as monjas clarissas mandaram edificar ambicioso aqueduto iniciado cerca de 1783. Atribuído a Manuel Alves Macomboa, arquiteto pombalino responsável pela reforma da Universidade de Coimbra, o complexo estende-se por aproximadamente dois quilómetros desde nascente descoberta na Cruz de Morouços, em arcaria de arcos de volta perfeita com troços ao nível do solo. A mãe de água impressiona pela grande estrutura cilíndrica coberta por coruchéu.
As dificuldades técnicas relacionadas com desníveis do terreno prolongaram extraordinariamente a construção. Em Julho de 1802, a Junta da Fazenda concedeu duzentas carradas de cal para prosseguimento das obras, evidenciando que cerca de vinte anos após o início, o projecto permanecia inconcluso. Na verdade, os obstáculos técnicos acabaram por influenciar definitivamente a conclusão do empreendimento, pelo que a estrutura nunca foi acabada, permanecendo como testemunho eloquente das ambições construtivas setecentistas e dos desafios que enfrentavam os engenheiros da época pombalina.
ver menos