O Cineteatro Alves Coelho, localizado em Arganil, destaca-se como um exemplo notável da arquitetura modernista portuguesa de meados do século XX. Projetado pelo arquiteto Mário Oliveira e inaugurado a 5 de novembro de 1954, o edifício nasceu de uma subscrição pública que contou com contribuições significativas de arganilenses emigrados em África e no Brasil.
A sua conceção arquitetóni…
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O Cineteatro Alves Coelho, localizado em Arganil, destaca-se como um exemplo notável da arquitetura modernista portuguesa de meados do século XX. Projetado pelo arquiteto Mário Oliveira e inaugurado a 5 de novembro de 1954, o edifício nasceu de uma subscrição pública que contou com contribuições significativas de arganilenses emigrados em África e no Brasil.
A sua conceção arquitetónica revela influências do racionalismo europeu, nomeadamente da arquitetura holandesa de Dudok. Estruturado verticalmente em dois corpos unidos por um foyer, o teatro apresenta uma composição geométrica equilibrada, com volumes que enfatizam a caixa do palco e as escadas de acesso.
A fachada principal é marcada por uma escultura de Aureliano Lima alusiva às artes cénicas, e o interior integra painéis de Guilherme Filipe. A cor avermelhada do edifício destaca-o no tecido urbano local, criando um ponto focal na avenida José Augusto de Carvalho.
Homenageando Alves Coelho, um compositor local conhecido por múltiplas revistas de sucesso, o teatro simboliza o desenvolvimento cultural de Arganil nas décadas de 1940 e 1950, representando um marco na dinâmica cultural do interior do país.
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