A Torre de Almofala, situada num planalto a 638 metros de altitude no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, esconde uma história rica que atravessa séculos de ocupação humana. Originalmente um imponente templo romano dedicado a Júpiter, o monumento pertencia à Civitas Cobelcorum, uma pequena cidade administrativa fundada durante o período do Imperador Augusto.
Com nove metros de al…
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A Torre de Almofala, situada num planalto a 638 metros de altitude no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, esconde uma história rica que atravessa séculos de ocupação humana. Originalmente um imponente templo romano dedicado a Júpiter, o monumento pertencia à Civitas Cobelcorum, uma pequena cidade administrativa fundada durante o período do Imperador Augusto.
Com nove metros de altura, o templo romano possuía uma estrutura retangular clássica, construída com silhares graníticos e um podium interno reforçado por muros de xisto. Documentos medievais revelam que no século XII os frades cistercienses do Mosteiro de Santa Maria de Aguiar ocuparam o local, desenvolvendo inclusivamente uma pequena aldeia nas proximidades.
Durante a Idade Média, a torre foi transformada em atalaia e posto de vigilância, desempenhando funções estratégicas na defesa territorial. As escavações arqueológicas realizadas nos anos 90 revelaram vestígios fascinantes, incluindo uma mão de mármore de uma estátua da deusa Pietas, uma ara dedicada a Júpiter e fragmentos de cerâmica romana e medieval.
Classificada como Monumento Nacional em 1997, a Torre de Almofala continua a despertar o interesse de arqueólogos e visitantes, prometendo ainda desvendar muitos dos seus segredos históricos.
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