A Casa de Almendra, situada nas margens do Douro, é um exemplar notável da arquitetura civil portuguesa do século XVIII. Construída em granito, a casa segue o modelo da 'casa comprida', característica deste período, com uma fachada alongada e decoração barroca que lhe confere um caráter cénico único.
A edificação teve início por volta de 1743, mas foi interrompida em 1758, permanecend…
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A Casa de Almendra, situada nas margens do Douro, é um exemplar notável da arquitetura civil portuguesa do século XVIII. Construída em granito, a casa segue o modelo da 'casa comprida', característica deste período, com uma fachada alongada e decoração barroca que lhe confere um caráter cénico único.
A edificação teve início por volta de 1743, mas foi interrompida em 1758, permanecendo inacabada. Em 1810, durante as invasões napoleónicas, sofreu um incêndio que destruiu parte significativa do imóvel, sendo posteriormente reconstruída a partir de 1895.
A fachada principal, orientada a nascente, destaca-se pela sua composição elaborada. Desenvolve-se em dois pisos, com vãos simétricos decorados com elementos rococó: enrolamentos, concheados e os típicos 'brincos' do norte de Portugal. O portal central, ladeado por colunas, é coroado por uma varanda de linhas curvas e balaustrada, sob a qual se abre uma porta de moldura trabalhada.
Os cunhais, assentes em embasamento, terminam em capitéis compósitos que suportam a cornija. No tímpano do telhado ondulado, encontra-se um brasão sem elementos heráldicos, elemento simbólico da arquitetura senhorial da época.
A Casa de Almendra revela a influência de Nicolau Nasoni, arquiteto fundamental no desenvolvimento do barroco português, evidenciando a riqueza arquitetónica das casas senhoriais construídas ao longo
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