No coração do nordeste português, o Castelo Velho de Freixo de Numão revela uma paisagem arqueológica única, implantada no topo de um esporão de xisto com vista panorâmica sobre o vale do rio. Este povoado pré-histórico, datado entre 3000 a.C. e 2000 a.C., oferece um olhar profundo sobre as comunidades do Calcolítico e da Idade do Bronze.
As escavações, iniciadas pela Professora Susan…
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No coração do nordeste português, o Castelo Velho de Freixo de Numão revela uma paisagem arqueológica única, implantada no topo de um esporão de xisto com vista panorâmica sobre o vale do rio. Este povoado pré-histórico, datado entre 3000 a.C. e 2000 a.C., oferece um olhar profundo sobre as comunidades do Calcolítico e da Idade do Bronze.
As escavações, iniciadas pela Professora Susana de Oliveira Jorge em 1989, revelaram quatro fases construtivas distintas. A primeira ocupação, breve mas significativa, incluiu estruturas habitacionais e um torreão. Entre 2900 a.C. e o início do segundo milénio, construiu-se um 'monumento' de planta sub-elíptica, delimitado por uma muralha, complementado por um recinto subcircular e uma plataforma intermédia.
Os vestígios arqueológicos são eloquentes: fragmentos cerâmicos, pontas de seta, pesos de tear, objetos de cobre e um raro objeto de ouro documentam a complexidade social deste povoado. Contrariando a ideia tradicional de fortificação, os investigadores interpretam o local como um recinto murado com significados sociais e simbólicos profundos.
Integrado no Parque Arqueológico do Vale do Côa, o Castelo Velho constitui hoje um local de interesse público que convida à reflexão sobre as primeiras comunidades do noroeste peninsular.
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