Soberano num dos extremos da Praça da República, o edifício dos Paços do Concelho de Borba representa o culminar de um projecto urbanístico iniciado com a Fonte das Bicas em 1781. Construído entre 1789 e 1797, após incêndio provocado pelas tropas espanholas em 1662 ter destruído a câmara anterior, o edifício caracteriza-se pela depuração exterior e pelas mansardas que recordam a arquitetura pom…
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Soberano num dos extremos da Praça da República, o edifício dos Paços do Concelho de Borba representa o culminar de um projecto urbanístico iniciado com a Fonte das Bicas em 1781. Construído entre 1789 e 1797, após incêndio provocado pelas tropas espanholas em 1662 ter destruído a câmara anterior, o edifício caracteriza-se pela depuração exterior e pelas mansardas que recordam a arquitetura pombalina, enquanto a planta em U radica nas construções palacianas seiscentistas.
A fachada principal organiza-se em torno do eixo central formado por porta de verga recta, janela de sacada e mansarda que se ergue sobre os telhados. Vãos com cornijas salientes ritmam simetricamente ambos os lados, enquanto nos cunhais pináculos rematam em urnas e fogaréus. O vestíbulo lajeado dá acesso à escadaria de dois lanços com balcão de mármores brancos e negros decorado com elementos rococó, protegido por rodapé azulejar de 1940 representando cenas das Guerras da Restauração.
No interior, destaca-se o Salão Nobre, antigo Auditório dos Julgamentos, cujo teto foi pintado em 1794-95 pelo artista borbense José da Silva Carvalho. De influência clássica, os painéis representam alegorias da Justiça. Na secretaria atual, originalmente Consistório do Senado, subsistem tetos influenciados por estampas de François Boucher, figurando atributos da Justiça e alegoria da Majestade Real.
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