No coração de uma pequena povoação fronteiriça, o pelourinho do Rosmaninhal conta a história de uma comunidade que conquistou autonomia administrativa durante os primeiros anos do século XVI. Construído em granito, este marco histórico data de 1510, quando D. Manuel I concedeu o foral à localidade, simbolizando a sua importância política e administrativa.
A estrutura assenta sobre trê…
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No coração de uma pequena povoação fronteiriça, o pelourinho do Rosmaninhal conta a história de uma comunidade que conquistou autonomia administrativa durante os primeiros anos do século XVI. Construído em granito, este marco histórico data de 1510, quando D. Manuel I concedeu o foral à localidade, simbolizando a sua importância política e administrativa.
A estrutura assenta sobre três degraus circulares, elevando-se com uma coluna de fuste torcido composta por três colunelos. O remate superior apresenta quatro escudos heráldicos que revelam a complexa identidade local: as armas reais, a cruz da Ordem de Cristo, a esfera armilar e um quarto escudo já ilegível.
Estrategicamente localizado junto à fronteira com Espanha, o Rosmaninhal foi inicialmente fortificado por D. Sancho I após a reconquista, passando posteriormente para a posse dos cavaleiros templários e, mais tarde, da Ordem de Cristo. A grimpa de ferro com bandeirola completa o conjunto, testemunhando técnicas construtivas manuelinas e a importância simbólica destes monumentos concelhios.
O pelourinho constitui hoje um elemento único que preserva a memória de uma comunidade fronteiriça e a sua evolução histórica desde os primórdios da nacionalidade portuguesa.
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