O pelourinho de Moure, localizado na freguesia de Vila Verde, constitui um valioso elemento do heritage arquitetónico quinhentista do Minho. Originário do antigo couto monástico fundado no início do século XII pelo Conde D. Henrique, o monumento assinala a história administrativa desta pequena comunidade eclesiástica.
Construído durante o arcebispado de D. Frei Agostinho de Jesus (158…
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O pelourinho de Moure, localizado na freguesia de Vila Verde, constitui um valioso elemento do heritage arquitetónico quinhentista do Minho. Originário do antigo couto monástico fundado no início do século XII pelo Conde D. Henrique, o monumento assinala a história administrativa desta pequena comunidade eclesiástica.
Construído durante o arcebispado de D. Frei Agostinho de Jesus (1588-1609), o pelourinho revela a estrutura típica dos marcos concelhios da época: assenta numa plataforma de dois degraus quadrangulares em granito, com base ligeiramente chanfrada e fuste cilíndrico liso. No topo, destaca-se o brasão de armas do arcebispo, elemento que identifica o poder institucional da época.
Inicialmente situado em Agoela, o pelourinho foi posteriormente transferido para o Solar de Gondomil, próximo da antiga Casa da Câmara. A sua simplicidade arquitetónica traduz a funcionalidade destes monumentos, que simbolizavam a autonomia administrativa local e a jurisdição dos poderes eclesiásticos.
Para os visitantes interessados em história local e arquitetura medieval, este pelourinho oferece um olhar direto sobre as dinâmicas de poder e organização territorial do Minho nos séculos XVI e XVII.
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