O Castro de Crastoeiro, localizado na vertente sudoeste do Monte Farinha, a 453 metros de altitude, é um sítio arqueológico que regista uma ocupação humana com mais de 5000 anos. Os primeiros vestígios datam do terceiro milénio a.C., materializados em afloramentos graníticos com gravuras abstratas, realizadas através de técnicas de picotagem e abrasão.
Na Idade do Ferro, a partir do s…
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O Castro de Crastoeiro, localizado na vertente sudoeste do Monte Farinha, a 453 metros de altitude, é um sítio arqueológico que regista uma ocupação humana com mais de 5000 anos. Os primeiros vestígios datam do terceiro milénio a.C., materializados em afloramentos graníticos com gravuras abstratas, realizadas através de técnicas de picotagem e abrasão.
Na Idade do Ferro, a partir do século IV a.C., o local passou a ser habitado permanentemente. O povoado fortificado apresenta um complexo sistema defensivo composto por duas linhas de muralhas de pedra, com uma largura entre 2,50 e 2,60 metros e altura máxima de 2 metros. As habitações evoluíram de cabanas em materiais perecíveis para construções em pedra, mantendo inicialmente o modelo primitivo.
As estruturas arquitetónicas incluem residências de planta circular e retangular, com vestígios de fossas para armazenamento de cereais. Seis afloramentos graníticos apresentam gravuras rupestres do Bronze Final, com motivos como 'covinhas', círculos e espirais.
O espólio arqueológico revela fragmentos de cerâmica indígena, alguns materiais importados, mós, artefactos líticos e metálicos, incluindo três denários romanos (pequena moeda de prata que era a de maior circulação no Império). O povoado terá sido abandonado em meados do século I d.C., durante o processo de romanização, com uma possível breve reocupação na Idade Média.
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