Na região de Castro Laboreiro, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, a Ponte de Assureira conta uma história milenar de adaptação e sobrevivência. Construída originalmente durante o período romano, a ponte foi posteriormente reconstruída na Idade Média, mantendo vestígios das duas épocas na sua estrutura única.
O conjunto patrimonial, composto pela ponte, moinho de água e Capela d…
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Na região de Castro Laboreiro, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, a Ponte de Assureira conta uma história milenar de adaptação e sobrevivência. Construída originalmente durante o período romano, a ponte foi posteriormente reconstruída na Idade Média, mantendo vestígios das duas épocas na sua estrutura única.
O conjunto patrimonial, composto pela ponte, moinho de água e Capela de São Brás, ilustra os padrões de vida das comunidades locais que praticavam a transumância. A ponte, assente sobre um arco de volta perfeita, apresenta características arquitetónicas distintas: o lado nascente mantém lajes de granito regulares e aduelas almofadadas, enquanto o lado poente mostra uma construção mais irregular.
Situada a cerca de 160 metros da inverneira da Assureira, a ponte servia como ponto crucial de passagem entre os núcleos habitacionais sazonais - as inverneiras (locais de inverno) e as brandas (locais de verão). O moinho de água adjacente e a Capela de São Brás, com uma padieira (peça colocada horizontalmente sobre porta ou janela) manuelina que sugere uma construção anterior, completam este conjunto classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1992.
A ponte testemunha séculos de transformações, adaptações e a resiliência das comunidades de montanha que aqui viveram e continuam a viver.
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