Este troço de via romana na Beira interior revela a engenharia e planeamento estratégico do Império Romano na Lusitânia. Construído por volta do ano 54 a.C., durante o reinado do imperador Cláudio, o caminho integrava uma importante rota que ligava Viseu a outras cidades importantes, como Mérida e Braga.
Com quase cinco metros de largura e extensão superior a trezentos e cinquenta met…
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Este troço de via romana na Beira interior revela a engenharia e planeamento estratégico do Império Romano na Lusitânia. Construído por volta do ano 54 a.C., durante o reinado do imperador Cláudio, o caminho integrava uma importante rota que ligava Viseu a outras cidades importantes, como Mérida e Braga.
Com quase cinco metros de largura e extensão superior a trezentos e cinquenta metros, o trajeto apresenta um desenho cuidadoso, com curvas suaves e traçado quase retilíneo. A via fazia parte de um sistema viário complexo que conectava centros populacionais, facilitando o movimento de pessoas, mercadorias e tropas.
A região, dividida administrativamente em duas civitates com capitais em Bobadela e Viseu, dependia destas vias para a sua organização territorial e desenvolvimento económico. Embora originalmente lajeada, a estrada foi interrompida por um caminho municipal contemporâneo, fragmentando o seu percurso histórico.
Um marco miliário, entretanto removido para uma coleção privada, testemunhava originalmente a distância percorrida e a importância desta infraestrutura para a comunicação e expansão romana no território que hoje conhecemos como Portugal.
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