No Mogadouro, no nordeste transmontano, eleva-se um pelourinho quinhentista que conta a história administrativa da vila. Datado originalmente do reinado de D. Manuel I, em 1512, o monumento assinala a autonomia municipal num período de reorganização territorial.
Assente numa plataforma de três degraus quadrangulares, o pelourinho apresenta uma coluna oitavada composta por quatro bloco…
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No Mogadouro, no nordeste transmontano, eleva-se um pelourinho quinhentista que conta a história administrativa da vila. Datado originalmente do reinado de D. Manuel I, em 1512, o monumento assinala a autonomia municipal num período de reorganização territorial.
Assente numa plataforma de três degraus quadrangulares, o pelourinho apresenta uma coluna oitavada composta por quatro blocos, com sinais de ter possuído uma argola. O capitel circular desenvolve-se em cruz grega, rematado por uma pirâmide decorada com dois conjuntos de meias esferas.
A história local revela múltiplas transformações: inicialmente sob domínio dos Templários entre 1297 e 1312, depois integrado na Ordem de Cristo, o território foi posteriormente controlado pela família Távora até meados do século XVIII. O pelourinho atual substitui um modelo anterior de gaiola, conforme os desenhos de Duarte de Armas, escudeiro de D. Manuel que documentou as fortificações portuguesas.
Este elemento urbano não é apenas um marco arquitetónico, mas um símbolo da organização administrativa e judicial de uma comunidade rural transmontana, testemunhando as dinâmicas de poder local nos séculos XVI e XVII.
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