Na Serra da Estrela, um troço de calçada romana com 1.500 metros revela a engenharia complexa do Império Romano na atual região de Folgosinho. Construída entre Linhares e Gouveia, a via atravessa uma zona montanhosa com acentuada inclinação, adaptando-se harmoniosamente à paisagem serrana.
A estrada romana demonstra uma técnica construtiva sofisticada, assente em quatro camadas precis…
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Na Serra da Estrela, um troço de calçada romana com 1.500 metros revela a engenharia complexa do Império Romano na atual região de Folgosinho. Construída entre Linhares e Gouveia, a via atravessa uma zona montanhosa com acentuada inclinação, adaptando-se harmoniosamente à paisagem serrana.
A estrada romana demonstra uma técnica construtiva sofisticada, assente em quatro camadas precisas: o stratumen, fundação de pedras irregulares argamassadas; o rudus, composto por cascalho e fragmentos cerâmicos; o nucleus de argamassa de gravilha; e o stratum, camada superior de pedras planas e consistentes.
Os vestígios materiais contam histórias silenciosas: as lajes desgastadas pelo movimento de carroças testemunham décadas de circulação de pessoas e mercadorias. A via não era apenas um caminho, mas um instrumento político de conexão entre centros populacionais, permitindo a administração eficaz dos territórios conquistados.
Este troço exemplifica como os romanos transformavam a geografia, criando infraestruturas que integravam funcionalidade e adaptação ao território, num processo que moldou definitivamente a paisagem portuguesa.
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