Na paisagem serrana de Rio Torto, no município de Gouveia, encontramos um dólmen que conta a história mais antiga da ocupação humana na região da Beira Alta. Este monumento megalítico, conhecido como Anta da Pedra da Orca, data de tempos pré-históricos e revela pormenores fascinantes sobre as comunidades que habitavam estes territórios.
Construído no topo de uma suave elevação, o dólm…
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Na paisagem serrana de Rio Torto, no município de Gouveia, encontramos um dólmen que conta a história mais antiga da ocupação humana na região da Beira Alta. Este monumento megalítico, conhecido como Anta da Pedra da Orca, data de tempos pré-históricos e revela pormenores fascinantes sobre as comunidades que habitavam estes territórios.
Construído no topo de uma suave elevação, o dólmen apresenta uma câmara funerária poligonal com cerca de três metros e meio de diâmetro, formada por sete esteios inclinados para o interior. Um curto corredor permite o acesso à estrutura, que ainda conserva a sua laje de cobertura original.
As escavações arqueológicas, realizadas pela primeira vez em 1895 por Maximiliano Apolinário, revelaram vestígios importantes: pontas de seta em sílex e quartzo, contas, um vaso de argila, fragmentos cerâmicos e ossos humanos. Estes achados foram posteriormente integrados no Museu Etnográfico Português, fundado por José Leite de Vasconcelos.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1951, o dólmen situa-se junto à Estrada Nacional 17 e constitui um elemento fundamental para compreender os primeiros momentos da presença humana neste território montanhoso.
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