Na paisagem litoral de Esposende, entre a Igreja Nova de São Bartolomeu do Mar e o Atlântico, surge um enigmático monólito que transporta memórias dos primórdios da civilização humana na região. Este menir, datado entre 3.000 e 2.000 anos antes de Cristo, testemunha os rituais e práticas das comunidades do Calcolítico e da Primeira Idade do Bronze.
Com aproximadamente 2,15 metros de a…
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Na paisagem litoral de Esposende, entre a Igreja Nova de São Bartolomeu do Mar e o Atlântico, surge um enigmático monólito que transporta memórias dos primórdios da civilização humana na região. Este menir, datado entre 3.000 e 2.000 anos antes de Cristo, testemunha os rituais e práticas das comunidades do Calcolítico e da Primeira Idade do Bronze.
Com aproximadamente 2,15 metros de altura, o monumento apresenta uma configuração singular: uma secção triangular, uma face com características antropomórficas e oito covinhas distribuídas verticalmente. Dezanove pequenas depressões (fossetes) marcam a sua superfície, indiciando práticas rituais ou sistemas de registo simbólico ainda não completamente desvendados.
A tradição local associa ao menir uma função protetora contra o avanço do mar, alimentando uma narrativa mítica segundo a qual o seu eventual desmoronamento sinalizará a invasão das águas. Em 1992, foi classificado como Imóvel de Interesse Público, reconhecendo o seu valor arqueológico e cultural.
Localizado a cerca de cinco quilómetros a norte de Esposende e a 750 metros da costa, este monumento megalítico convida os visitantes a uma viagem no tempo, desvendando os mistérios das primeiras comunidades que habitaram este território atlântico.
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