A Igreja Matriz de São Julião de Azurara, em Mangualde, conta a história arquitetónica de Portugal através das suas múltiplas camadas construtivas. Originalmente fundada no início do século XII, como mosteiro doado à Sé de Coimbra em 1103, o templo conserva elementos românicos e góticos nas suas fachadas laterais, nomeadamente onze cachorros decorados com motivos zoomórficos e vegetalistas.
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A Igreja Matriz de São Julião de Azurara, em Mangualde, conta a história arquitetónica de Portugal através das suas múltiplas camadas construtivas. Originalmente fundada no início do século XII, como mosteiro doado à Sé de Coimbra em 1103, o templo conserva elementos românicos e góticos nas suas fachadas laterais, nomeadamente onze cachorros decorados com motivos zoomórficos e vegetalistas.
A estrutura atual resulta de sucessivas intervenções entre os séculos XIII e XVIII. O portal lateral sul, em arco apontado, sugere uma construção próxima do século XIV, enquanto o interior revela um impressionante trabalho barroco. A capela-mor apresenta um retábulo de talha dourada, contratado em 1709 e concluído em 1714, com colunas pseudo-salomónicas revestidas de folhagem de vinha.
O teto da abside, composto por 18 caixotões, exibe pinturas representando apóstolos, santos e São Julião, incluindo cruzes da Ordem de Cristo. Azulejos polícromos sevilhanos do século XVI completam a decoração. Em 1838, após o colapso da fachada original, o templo foi reconstruído, adquirindo o aspeto atual.
Atualmente em fase de restauro, a igreja aguarda uma análise arqueológica mais aprofundada, mantendo-se como um importante marco da evolução arquitetónica religiosa portuguesa.
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