Em Lisboa, o Convento de Santos-o-Novo emerge como um testemunho eloquente da arquitetura religiosa portuguesa do século XVII. Construído durante o reinado de Filipe II para as Comendadeiras da Ordem de Santiago, o convento sobreviveu ao devastador terramoto de 1755, sendo posteriormente recuperado.
O edifício, que não chegou a ser completamente concluído, apresenta um claustro monume…
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Em Lisboa, o Convento de Santos-o-Novo emerge como um testemunho eloquente da arquitetura religiosa portuguesa do século XVII. Construído durante o reinado de Filipe II para as Comendadeiras da Ordem de Santiago, o convento sobreviveu ao devastador terramoto de 1755, sendo posteriormente recuperado.
O edifício, que não chegou a ser completamente concluído, apresenta um claustro monumental, um dos maiores da Península Ibérica. As suas galerias de arcos de volta perfeita abraçam as capelas do Senhor dos Passos e da Encarnação, revestidas com requintada talha, estatuária e azulejaria.
A igreja, de nave única, alberga cinco capelas laterais decoradas com talha dourada, mármores polícromos e painéis de azulejos que narram episódios da vida dos Santos Mártires. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o espaço manteve a sua relevância histórica, acolhendo posteriormente uma escola e o Instituto Sidónio Pais.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o conjunto conventual integra não apenas o edifício, mas também os seus jardins exteriores, preservando um fragmento precioso da memória arquitetónica e religiosa de Lisboa.
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