Na encosta do monte do Toco, próximo de Zebral, no município de Vieira do Minho, encontra-se a Laje dos Cantinhos, um local de arte rupestre com três lajes graníticas marcadas por gravuras ancestrais. As inscrições, distribuídas ao longo de aproximadamente trinta metros, revelam uma complexa linguagem simbólica que atravessa diferentes períodos históricos.
Os motivos gravados incluem …
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Na encosta do monte do Toco, próximo de Zebral, no município de Vieira do Minho, encontra-se a Laje dos Cantinhos, um local de arte rupestre com três lajes graníticas marcadas por gravuras ancestrais. As inscrições, distribuídas ao longo de aproximadamente trinta metros, revelam uma complexa linguagem simbólica que atravessa diferentes períodos históricos.
Os motivos gravados incluem formas geométricas diversas: quadrados, reticulados, covinhas, cruzes e composições circulares com pentagramas. Técnicas como picotagem, abrasão e martelagem foram utilizadas para criar sulcos com dois centímetros de largura e um de profundidade.
A cronologia das gravuras estende-se desde a Idade do Ferro até à Idade Média, integrando-se no vasto complexo de arte rupestre do noroeste peninsular. Os elementos mais antigos são os motivos geométricos e esquemáticos, enquanto as composições com cruzes e pentagramas sugerem influências cristãs posteriores.
Estas gravuras, provavelmente associadas a rituais simbólico-religiosos, oferecem um olhar único sobre as comunidades pré-históricas e proto-históricas que habitaram esta região montanhosa, revelando práticas culturais e sistemas de comunicação visual de comunidades há muito desaparecidas.
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