Na rua Alexandre Herculano 57, em Lisboa, destaca-se um edifício construído em 1903 pelo arquiteto Miguel Ventura Terra, distinguido nesse ano com o Prémio Valmor. A construção apresenta uma linguagem arquitetónica inovadora, combinando elementos clássicos e modernos num diálogo visual complexo.
A fachada revela uma composição cuidada, onde janelas retangulares verticais contrastam co…
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Na rua Alexandre Herculano 57, em Lisboa, destaca-se um edifício construído em 1903 pelo arquiteto Miguel Ventura Terra, distinguido nesse ano com o Prémio Valmor. A construção apresenta uma linguagem arquitetónica inovadora, combinando elementos clássicos e modernos num diálogo visual complexo.
A fachada revela uma composição cuidada, onde janelas retangulares verticais contrastam com arcos curvos nas loggias. Os pormenores arquitetónicos incluem capitéis coríntios, pilastras estriadas e consolas decoradas com motivos vegetalistas. Um friso de azulejos polícromos percorre horizontalmente a fachada, introduzindo elementos Arte Nova através de representações de ondas, gaivotas, ninfas e girassóis.
As guardas em ferro forjado das varandas complementam a composição, acrescentando elegância e pormenor artístico ao conjunto. Inicialmente classificado como Imóvel de Interesse Municipal, o edifício foi posteriormente reclassificado como Imóvel de Interesse Público, reconhecendo o seu valor patrimonial e arquitetónico.
A obra de Ventura Terra traduz a transformação urbana de Lisboa no início do século XX, combinando tradição e modernidade numa única construção que continua a captivar observadores pela sua complexidade estética e histórica.
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