Cinfães guarda memórias de uma história medieval rica e complexa. Durante séculos, este território foi governado por Egas Moniz, figura fundamental na corte de D. Afonso Henriques. O rei chegou a habitar em Cresconhe, na freguesia de Santiago de Piães, consolidando laços profundos com a região.
O pelourinho local, símbolo da autonomia municipal, encontra-se no jardim em frente aos Paç…
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Cinfães guarda memórias de uma história medieval rica e complexa. Durante séculos, este território foi governado por Egas Moniz, figura fundamental na corte de D. Afonso Henriques. O rei chegou a habitar em Cresconhe, na freguesia de Santiago de Piães, consolidando laços profundos com a região.
O pelourinho local, símbolo da autonomia municipal, encontra-se no jardim em frente aos Paços do Concelho. Construído provavelmente no século XVI, segue um modelo arquitetónico tradicional, com elementos que recordam o estilo manuelino. A coluna assenta sobre degraus quadrangulares, apresentando um fuste cilíndrico com base cúbica e secção progressivamente adelgaçada.
O capitel circular, decorado com astrágalo, colarinho e coxim, suporta um tabuleiro rematado por merlões cantonais em forma piramidal. Este elemento representa a história administrativa local, testemunhando os privilégios concedidos por D. Dinis em 1290 e o foral atribuído por D. Manuel em 1513.
Após uma breve extinção em 1836, o município foi restabelecido em 1855, mantendo viva a sua identidade histórica através deste pelourinho que sintetiza séculos de tradição e poder local.
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