A Torre de Centum Cellas, localizada no monte de Santo Antão, em Belmonte, é um monumento romano enigmático que testemunha a rica história da Beira Interior. Construída em meados do século I d.C. por Lúcio Cecílio, um próspero comerciante de estanho, a torre fazia parte de uma villa romana complexa.
Com cerca de doze metros de altura e planta retangular, o edifício desenvolve-se em tr…
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A Torre de Centum Cellas, localizada no monte de Santo Antão, em Belmonte, é um monumento romano enigmático que testemunha a rica história da Beira Interior. Construída em meados do século I d.C. por Lúcio Cecílio, um próspero comerciante de estanho, a torre fazia parte de uma villa romana complexa.
Com cerca de doze metros de altura e planta retangular, o edifício desenvolve-se em três pisos, marcados por frisos distintivos. Originalmente composta por múltiplos compartimentos, incluindo salas, corredores e pátios, a estrutura foi parcialmente destruída por um incêndio no século III, tendo sido posteriormente reconstruída.
As escavações arqueológicas realizadas nas décadas de 1960 e 1990 revelaram pormenores fascinantes sobre a sua ocupação. Na Idade Média, uma capela dedicada a São Cornélio foi construída sobre as ruínas, desaparecendo no século XVIII.
Classificada como Monumento Nacional desde 1927, a torre mantém-se como um elemento arquitetónico singular, que desperta a curiosidade de visitantes e investigadores. Atualmente, encontra-se em processo de preservação, com um centro interpretativo a ser desenvolvido para ajudar a compreender a sua complexa história.
A sua localização estratégica, próxima da confluência da Ribeira de Gaia com o Rio Zêzere, numa zona rica em recursos minerais, adiciona ainda mais interesse a este notável vestígio arqueológico.
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