A Casa do Ermo, localizada nas proximidades de Fafe, é um exemplar arquitetónico singular que testemunha a história familiar dos Vieira de Castro durante o século XVIII e XIX. Com uma estrutura em forma de U e linhas arquitetónicas depuradas, o edifício distingue-se pela sua simplicidade e implantação isolada.
O imóvel organiza-se em dois pisos com funções distintas: o piso superior d…
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A Casa do Ermo, localizada nas proximidades de Fafe, é um exemplar arquitetónico singular que testemunha a história familiar dos Vieira de Castro durante o século XVIII e XIX. Com uma estrutura em forma de U e linhas arquitetónicas depuradas, o edifício distingue-se pela sua simplicidade e implantação isolada.
O imóvel organiza-se em dois pisos com funções distintas: o piso superior destinado à habitação e o térreo reservado a dependências agrícolas. A fachada principal caracteriza-se por uma extensa fiada de janelas com molduras retilíneas e verga em arco abatido, sendo a escadaria lateral o elemento que introduz dinamismo visual ao conjunto.
A casa ganhou particular relevância literária pela sua ligação a Camilo Castelo Branco. Em 1860, o escritor refugiou-se neste local, tornando-o cenário de algumas das suas obras, nomeadamente 'Memórias do Cárcere'. José Cardoso Vieira de Castro, estudante de Direito em Coimbra e amigo próximo de Camilo, foi figura central neste contexto, tendo acolhido o escritor durante um período conturbado da sua vida.
A Casa do Ermo representa, assim, mais do que um simples edifício: é um espaço onde história familiar, arquitetura rural e narrativa literária se entrelaçam de forma única.
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