Na base da vertente sul da Serra da Gardunha, a Quinta do Ervedal revela um fascinante núcleo arqueológico romano que testemunha a vida de um antigo vicus entre os séculos I e VII. Localizado junto à Ribeira de Alpreade, este sítio arqueológico abrange cerca de dez hectares e oferece uma janela única para a ocupação romana nesta região.
As escavações arqueológicas, iniciadas em 2007 p…
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Na base da vertente sul da Serra da Gardunha, a Quinta do Ervedal revela um fascinante núcleo arqueológico romano que testemunha a vida de um antigo vicus entre os séculos I e VII. Localizado junto à Ribeira de Alpreade, este sítio arqueológico abrange cerca de dez hectares e oferece uma janela única para a ocupação romana nesta região.
As escavações arqueológicas, iniciadas em 2007 por Joana Bizarro e João Mendes Rosa, descobriram dois complexos termais distintos que funcionaram simultaneamente. O balneum I, integrado numa domus privada, apresenta cinco fases de ocupação, incluindo um sistema de aquecimento por hypocaustum com divisões como tepidarium, frigidarium e apodyterium. O mosaico geométrico que pavimenta o apodyterium adiciona pormenores artísticos ao espaço.
O balneum II, de carácter público, revela uma construção mais elaborada, com quatro salas aquecidas e pavimentos em mosaico. Nas proximidades, foram identificados vestígios de atividades oficinais, com abundantes escórias e fragmentos de fundição, indiciando uma comunidade dinâmica e produtiva.
Os arqueólogos sugerem que este local possa corresponder ao vicus Talabara, mencionado em inscrições epigráficas encontradas na área, oferecendo aos visitantes um mergulho profundo na história romana desta região da Beira Interior.
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