Na paisagem alentejana do município de Monforte, a Necrópole de Rabuje revela os vestígios de comunidades pré-históricas que habitaram esta região há milhares de anos. Composta por sete dolmens construídos em granito rosa e xisto, o sítio arqueológico testemunha as práticas funerárias do período Neolítico-Calcolítico.
Localizada a 350 metros a sudoeste do Monte do Arrabujo, junto à Ri…
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Na paisagem alentejana do município de Monforte, a Necrópole de Rabuje revela os vestígios de comunidades pré-históricas que habitaram esta região há milhares de anos. Composta por sete dolmens construídos em granito rosa e xisto, o sítio arqueológico testemunha as práticas funerárias do período Neolítico-Calcolítico.
Localizada a 350 metros a sudoeste do Monte do Arrabujo, junto à Ribeira de Assumar, a necrópole destaca-se pela sua estrutura arquitetónica singular. O dolmen principal, conhecido como 'Anta grande de Rabuje', conserva sete esteios originais da câmara sepulcral e parte da sua tampa, tombada no interior. O corredor funerário é definido por quatro esteios, com duas lajes de cobertura caídas.
Os arqueólogos L. Wittnich Carrisso e António Sardinha realizaram as primeiras escavações no início do século XX, recolhendo artefactos como mós, machados, peças metálicas e fragmentos cerâmicos. A diversidade de materiais e construções sugere uma ocupação prolongada, adaptada aos recursos naturais da região - cursos de água, solos férteis e condições favoráveis à caça e agricultura.
A Necrópole de Rabuje oferece um olhar único sobre as comunidades que moldaram este território peninsular, revelando práticas culturais e estratégias de sobrevivência de há milhares de anos.
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