No coração da Serra do Arestal, em Vale de Cambra, o Outeiro dos Riscos revela uma paisagem arqueológica única marcada por gravuras rupestres com cerca de 5.000 anos. Este afloramento granítico, situado a 740 metros de altitude, domina visualmente o vale do Rio Caima, oferecendo uma janela para o mundo pré-histórico.
Os penedos insculturados, distribuídos por quatro locais distintos, …
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No coração da Serra do Arestal, em Vale de Cambra, o Outeiro dos Riscos revela uma paisagem arqueológica única marcada por gravuras rupestres com cerca de 5.000 anos. Este afloramento granítico, situado a 740 metros de altitude, domina visualmente o vale do Rio Caima, oferecendo uma janela para o mundo pré-histórico.
Os penedos insculturados, distribuídos por quatro locais distintos, apresentam motivos geométricos gravados através de técnicas de picotagem. Destacam-se círculos concêntricos, covinhas e símbolos raiados, característicos da Arte Rupestre Atlântica. As gravuras, datadas entre o Neolítico Final e a Idade do Bronze, ocupam uma área de 2,75 metros de altura por 1,75 metros de comprimento.
O local integra-se num contexto arqueológico rico, com monumentos megalíticos nas proximidades, como as Mamoas de Fraga, Falcão e Vale Mau. A primeira identificação do sítio data de 1038, com estudos posteriores a cargo de investigadores como Alberto Souto e Francisco Queiroga.
Classificado como Sítio de Interesse Público desde 2013, o Outeiro dos Riscos permite aos visitantes uma ligação direta com práticas culturais e simbólicas de comunidades pré-históricas que habitavam esta região montanhosa do norte de Portugal.
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