Na região de Tondela, no Vale de Besteiros, encontra-se um núcleo de arte rupestre com oito lajes rochosas que revelam a presença humana durante a Idade do Bronze. Distribuídos numa área de cerca de 100 m², os painéis apresentam mais de uma centena de gravuras, com destaque para podomorfos, círculos, ferraduras e pequenas cavidades.
As gravuras foram executadas através de picotagem, t…
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Na região de Tondela, no Vale de Besteiros, encontra-se um núcleo de arte rupestre com oito lajes rochosas que revelam a presença humana durante a Idade do Bronze. Distribuídos numa área de cerca de 100 m², os painéis apresentam mais de uma centena de gravuras, com destaque para podomorfos, círculos, ferraduras e pequenas cavidades.
As gravuras foram executadas através de picotagem, técnica que utilizava instrumentos líticos para marcar a rocha. Os motivos incluem pegadas humanas, tanto de pés calçados como descalços, dispostos em diferentes configurações. A densidade de gravuras permitiu identificar sete grupos com características específicas, alguns com até seis motivos sobrepostos.
Descoberto em 1974 por investigadores que realizavam um levantamento nacional de arte rupestre, o local era localmente conhecido como 'Pegadas da Nossa Senhora'. Os estudos de Mário Varela Gomes e Jorge Pinho Monteiro estabeleceram a cronologia entre o Bronze Final e a Idade do Ferro, sugerindo possíveis ligações a mitos de viagem posteriormente cristianizados.
A proximidade com uma linha de água e a localização numa suave encosta a 230 metros de altitude conferem ao sítio características únicas no contexto arqueológico português, sendo a região com maior concentração de podomorfos no país.
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