Na encosta suave da freguesia de Molelos, no concelho de Tondela, encontra-se um dos mais interessantes núcleos de arte rupestre do centro de Portugal. A Estação de Arte Rupestre de Molelinhos revela-se num afloramento de xisto acinzentado com cerca de 500 m², onde seis painéis rochosos guardam mais de uma centena de gravuras pré-históricas.
Datadas entre o Calcolítico e a II Idade do…
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Na encosta suave da freguesia de Molelos, no concelho de Tondela, encontra-se um dos mais interessantes núcleos de arte rupestre do centro de Portugal. A Estação de Arte Rupestre de Molelinhos revela-se num afloramento de xisto acinzentado com cerca de 500 m², onde seis painéis rochosos guardam mais de uma centena de gravuras pré-históricas.
Datadas entre o Calcolítico e a II Idade do Ferro, as gravuras documentam a vida das comunidades que habitavam esta região. Os motivos gravados com técnicas de picotagem, abrasão e incisão incluem armas, instrumentos agrícolas, figuras humanas e animais. Lanças, punhais, foices e lâminas afalcatadas (de lâmina curva) compõem um reportório que ilustra práticas quotidianas e rituais destes povos.
Destacam-se elementos como podomorfos, ziguezagues, círculos, triângulos e uma rara representação de cabeça de equídeo. Um painel com um cabrídeo, uma foice e uma lança, datado de meados do século XX, assinala a continuidade da relação humana com este espaço.
Descoberto em 1932 por António Almiro Vale, este sítio arqueológico oferece um olhar único sobre as comunidades pré-históricas que moldaram a paisagem do interior português.
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