O Pelourinho de Estremoz, construído no início do século XVI durante o reinado de D. Manuel I, é um testemunho arquitetónico da história municipal portuguesa. Originalmente localizado junto ao Paço Real de D. Dinis, o monumento foi transferido em 1698 para o terreiro de Santo André, próximo dos Paços do Concelho.
Após um período de dispersão entre 1867 e 1871, o pelourinho foi reconst…
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O Pelourinho de Estremoz, construído no início do século XVI durante o reinado de D. Manuel I, é um testemunho arquitetónico da história municipal portuguesa. Originalmente localizado junto ao Paço Real de D. Dinis, o monumento foi transferido em 1698 para o terreiro de Santo André, próximo dos Paços do Concelho.
Após um período de dispersão entre 1867 e 1871, o pelourinho foi reconstruído em 1916 pelos arqueólogos Saavedra Machado e Luís Chaves, no atual Largo Luís de Camões. A intervenção preservou elementos originais fundamentais: o fuste, o capitel e o coruchéu, todos em estilo manuelino.
A estrutura apresenta características técnicas interessantes: um fuste com caneluras helicoidais, interrompido por um anel moldurado a meio, e rematado por um capitel circular composto por anéis torsos e festonados. No topo, um coruchéu igualmente torcido termina com uma pequena esfera armilar.
O pelourinho, do tipo picota, assemelha-se a outros da região de Portalegre, nomeadamente o de Elvas. A base atual, ligeiramente diferente da original, assenta em três degraus octogonais, suportando um pedestal elevado que valoriza a verticalidade do monumento.
Este pelourinho documenta a evolução administrativa de Estremoz, marcada pelo novo foral manuelino de 1512 e pelas transformações urbanas subsequentes, incluindo o período da
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