No nordeste de Portugal, num pequeno contraforte da vertente sudoeste do planalto da Adeganha, encontra-se um sítio arqueológico que conta a história da ocupação humana ao longo de milénios. Os vestígios mais antigos remontam ao período Neo-calcolítico, com penedos marcados por gravuras serpentiformes, indícios de um povoado proto-histórico fortificado.
Durante a ocupação romana, o lo…
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No nordeste de Portugal, num pequeno contraforte da vertente sudoeste do planalto da Adeganha, encontra-se um sítio arqueológico que conta a história da ocupação humana ao longo de milénios. Os vestígios mais antigos remontam ao período Neo-calcolítico, com penedos marcados por gravuras serpentiformes, indícios de um povoado proto-histórico fortificado.
Durante a ocupação romana, o local ganhou relevância estratégica, integrando a Civitas Baniensium. Foram descobertos elementos significativos como um altar dedicado a Júpiter, uma estatueta de um touro e estruturas habitacionais com pavimentos em granito. As construções, de planta circular e retangular, eram protegidas por uma modesta muralha defensiva.
Na Idade Média, o território foi reocupado. Destacam-se as ruínas da igreja românica de São Mamede, uma torre medieval e sepulturas escavadas na rocha, que demonstram o cuidado na conceção do espaço funerário. Estes elementos revelam a sobreposição de poderes e a força espiritual do cristianismo nesta região.
O sítio arqueológico oferece aos visitantes um olhar único sobre as diferentes comunidades que habitaram este território, desde os primeiros povos proto-históricos até aos períodos romano e medieval.
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