Em pleno nordeste transmontano, o povoado proto-urbano de Cabeço de Alfarela revela uma paisagem histórica marcante sobre o vale da Vilariça e o rio Sabor. Este local arqueológico documenta mais de mil anos de ocupação humana, desde o Calcolítico até à Idade Média.
Os vestígios mais significativos pertencem à Idade do Ferro, quando comunidades locais construíram um complexo sistema de…
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Em pleno nordeste transmontano, o povoado proto-urbano de Cabeço de Alfarela revela uma paisagem histórica marcante sobre o vale da Vilariça e o rio Sabor. Este local arqueológico documenta mais de mil anos de ocupação humana, desde o Calcolítico até à Idade Média.
Os vestígios mais significativos pertencem à Idade do Ferro, quando comunidades locais construíram um complexo sistema defensivo em xisto. As muralhas circundavam estruturas domésticas de planta circular e retangular, típicas da cultura castreja da região.
Durante o período romano, o povoado manteve a sua importância estratégica. Materiais como tegulae, imbrices e cerâmica importada - nomeadamente terra sigillata - atestam uma economia dinâmica e conexões comerciais alargadas, provavelmente facilitadas pela proximidade do rio Sabor.
Na Idade Média, o local conheceu nova ocupação, com evidências de possível utilização militar e presença cristã, comprovada por seis sepulturas escavadas na rocha nas proximidades.
Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1990, Cabeço de Alfarela oferece aos visitantes um olhar único sobre as comunidades que habitaram este território ao longo de múltiplos períodos históricos.
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