Na freguesia da Misericórdia, em Lisboa, os Banhos de São Paulo contam uma história singular de saúde pública e arquitetura oitocentista. Após a descoberta de uma nascente de águas medicinais em 1829, junto à Praça do Comércio, a Santa Casa da Misericórdia projetou um edifício dedicado ao bem-estar da população mais carenciada.
Construído entre 1850 e 1858 por Pedro José Pézerat, o ed…
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Na freguesia da Misericórdia, em Lisboa, os Banhos de São Paulo contam uma história singular de saúde pública e arquitetura oitocentista. Após a descoberta de uma nascente de águas medicinais em 1829, junto à Praça do Comércio, a Santa Casa da Misericórdia projetou um edifício dedicado ao bem-estar da população mais carenciada.
Construído entre 1850 e 1858 por Pedro José Pézerat, o edifício representa um exemplo notável de arquitetura tardo-neoclássica. Com planta retangular organizada em torno de um pátio central coberto por claraboia de ferro, o edifício integra 59 tinas e equipamentos considerados avançados para a época.
A fachada principal, desenvolvida em dois pisos, apresenta pilastras que definem cinco panos de muro, rematados por platibanda e frontão triangular. Elementos como o depósito de água cúbico e a chaminé cilíndrica de tijolo testemunham a funcionalidade original do espaço.
Após servir a população lisboeta até 1975, o edifício foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982. Desde 1990, acolhe a sede da Ordem dos Arquitetos, mantendo viva a sua memória arquitetónica e histórica no centro da cidade.
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