Na margem direita do rio Guadiana, junto às muralhas da vila de Mértola, encontram-se os vestígios de uma estrutura histórica que desafia a interpretação dos arqueólogos. Construída provavelmente entre os séculos III e IV, esta edificação romana apresenta seis pilares dispostos em linha curva, com cinco de planta quadrangular e o último, junto ao rio, de formato oval e maiores dimensões.
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Na margem direita do rio Guadiana, junto às muralhas da vila de Mértola, encontram-se os vestígios de uma estrutura histórica que desafia a interpretação dos arqueólogos. Construída provavelmente entre os séculos III e IV, esta edificação romana apresenta seis pilares dispostos em linha curva, com cinco de planta quadrangular e o último, junto ao rio, de formato oval e maiores dimensões.
Os três pilares mais próximos do rio possuem talhamares voltados para montante e túneis na base, cobertos por abóbadas de berço. As suas fundações revelam uma interessante mistura de materiais: xisto local, mármore de edifícios romanos anteriores e arenitos transportados por embarcações.
Contrariamente à crença popular de ser uma ponte, os especialistas consideram que se tratava de uma estrutura defensiva e portuária. Funcionaria como uma couraça, protegendo o acesso ao rio e permitindo o abastecimento de água em caso de ataques. A sua complexidade arquitetónica sugere uma função militar estratégica, possivelmente para controlar a passagem de embarcações e facilitar movimentações militares.
Classificada como Monumento Nacional desde 1910, integra atualmente o Parque Natural do Vale do Guadiana, oferecendo aos visitantes um fascinante enigma arqueológico que atravessa diferentes períodos históricos.
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