No coração de Aveiro, a antiga Cooperativa Agrícola ergue-se como um exemplar singular da Arte Nova portuguesa, revelando a subtileza e originalidade desta expressão artística no início do século XX. Construído provavelmente por Francisco Augusto da Silva Rocha, o edifício destaca-se pela sua fachada decorada com azulejos da Fábrica Fonte Nova, datados de 1913.
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No coração de Aveiro, a antiga Cooperativa Agrícola ergue-se como um exemplar singular da Arte Nova portuguesa, revelando a subtileza e originalidade desta expressão artística no início do século XX. Construído provavelmente por Francisco Augusto da Silva Rocha, o edifício destaca-se pela sua fachada decorada com azulejos da Fábrica Fonte Nova, datados de 1913.
A arquitetura distingue-se pela harmonia das linhas curvas, inspiradas em formas orgânicas, que se manifestam nos vãos, molduras e cimalhas em pedra de Ançã. A fachada principal desenvolve-se em três registos, cada um com três aberturas: no rés-do-chão, um arco abatido; nos andares superiores, janelas com arcos semelhantes e varandas em ferro forjado.
Os azulejos, em tons de rosa, roxo e vermelho, representam lírios de caules verdes, acompanhando plasticamente os contornos arquitetónicos. Este pormenor ilustra como a Arte Nova em Portugal se expressou mais através da decoração do que pela rutura estrutural, refletindo a cultura tradicional e académica da época.
Apesar do interior atualmente descaracterizado, o exterior mantém a unidade e coerência estética, oferecendo aos visitantes um testemunho eloquente da linguagem artística do início do século passado.
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