No coração do município de Vila Pouca de Aguiar, a Mamoa do Alto do Cotorino destaca-se como um dos monumentos megalíticos mais bem preservados da região. Datada do 3.º milénio a.C., esta estrutura funerária pré-histórica ocupa uma posição estratégica numa pequena elevação sobranceira ao Rio Torno, permitindo uma vista panorâmica da paisagem envolvente.
Com cerca de vinte metros de di…
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No coração do município de Vila Pouca de Aguiar, a Mamoa do Alto do Cotorino destaca-se como um dos monumentos megalíticos mais bem preservados da região. Datada do 3.º milénio a.C., esta estrutura funerária pré-histórica ocupa uma posição estratégica numa pequena elevação sobranceira ao Rio Torno, permitindo uma vista panorâmica da paisagem envolvente.
Com cerca de vinte metros de diâmetro e dois metros de altura, a mamoa conserva a sua estrutura original quase intacta. A câmara funerária, de planta poligonal, mantém sete dos oito esteios graníticos originais, dispostos ligeiramente inclinados para o interior. Uma laje de maiores dimensões parece ter funcionado como elemento de vedação do espaço de tumulação.
Investigada no final do século XIX por estudiosos locais como José Rafael Rodrigues e José Brenha, a mamoa foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1990. Apesar de sinais de perturbações ao longo dos séculos, o monumento continua a ser um testemunho eloquente das práticas funerárias e culturais das comunidades pré-históricas que habitavam esta região montanhosa do norte de Portugal.
Os visitantes podem observar a complexidade construtiva deste monumento megalítico, que combina terra e elementos pétreos de forma engenhosa, revelando o conhecimento técnico e a organização social das comunidades que o construíram.
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