No topo de uma colina no Baixo Alentejo, o Castelo de Aljustrel conta uma história milenar de ocupação humana. Desde o Neolítico, este local estratégico dominou uma extensa área territorial, com vestígios arqueológicos que remontam ao século IX.
Durante o período islâmico, foi construída uma fortificação em taipa e cal, com muralhas defensivas adaptadas à difícil orografia do terreno.…
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No topo de uma colina no Baixo Alentejo, o Castelo de Aljustrel conta uma história milenar de ocupação humana. Desde o Neolítico, este local estratégico dominou uma extensa área territorial, com vestígios arqueológicos que remontam ao século IX.
Durante o período islâmico, foi construída uma fortificação em taipa e cal, com muralhas defensivas adaptadas à difícil orografia do terreno. Em 1234, as tropas portuguesas conquistaram o castelo, integrando-o na linha defensiva contra as possessões muçulmanas do Algarve. A Ordem de Santiago recebeu a propriedade em 1235, transformando Aljustrel num ponto crucial para os ataques militares ao sul.
Com a conquista definitiva do Algarve, o castelo perdeu importância estratégica. Hoje, restam apenas ruínas e a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, um santuário barroco construído no século XVII. A igreja destaca-se pelos azulejos polícromos do século XVII, abóbadas originais e um rico conjunto de ex-votos que testemunham a devoção local.
O acesso faz-se por um escadório monumental do período barroco, ladeado por um cruzeiro e um marco geodésico de 1802. No topo, a igreja ergue-se sobre as antigas fundações do castelo, oferecendo uma vista panorâmica sobre a paisagem alentejana.
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