A Casa e Capela das Corujeiras, situada na encosta sul do monte da Penha, próximo de Vila Nova das Infantas, revela uma rica história que remonta ao século XII. Originalmente doada pela Infanta Dona Sancha em 1162, a propriedade tornou-se um morgadio da família Noronha de Menezes no século XVI.
O conjunto arquitetónico compõe-se de dois corpos distintos: uma casa de características ma…
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A Casa e Capela das Corujeiras, situada na encosta sul do monte da Penha, próximo de Vila Nova das Infantas, revela uma rica história que remonta ao século XII. Originalmente doada pela Infanta Dona Sancha em 1162, a propriedade tornou-se um morgadio da família Noronha de Menezes no século XVI.
O conjunto arquitetónico compõe-se de dois corpos distintos: uma casa de características maneiristas e uma capela barroca. A habitação desenvolve-se em dois pisos, com um átrio interior em granito que distribui os espaços no piso térreo, incluindo tulha, adega e cavalariças. Uma escadaria de dois lanços, com remates em voluta, conduz ao andar nobre.
A capela, de planta retangular e nave única, apresenta uma fachada marcada por portal, janela e pedra de armas, rematada por empena contra curvada com pináculos laterais. No interior, destaca-se o coro-alto e o altar-mor com retábulo neoclássico.
No primeiro quartel do século XVII, D. Bartolomeu de Noronha procedeu a uma significativa reedificação do solar. Posteriormente, durante as Guerras Liberais, serviu de refúgio a D. Manuel de Noronha, último morgado e partidário de D. Miguel.
Atualmente, a propriedade foi transformada em turismo de habitação rural, preservando a memória arquitetónica e histórica de uma importante família nobiliárquica do norte de Portugal.
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