No centro histórico de Braga, a Casa dos Maciéis Aranhas e as suas residências anexas revelam um capítulo fascinante da arquitetura urbana portuguesa do século XVII e XVIII. Localizada na Praça Conde de Agrolongo, esta propriedade assinala a importância das famílias nobres bracarenses.
Projetada pelo arquiteto Carlos Amarante na segunda metade do século XVIII, a casa principal desenvo…
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No centro histórico de Braga, a Casa dos Maciéis Aranhas e as suas residências anexas revelam um capítulo fascinante da arquitetura urbana portuguesa do século XVII e XVIII. Localizada na Praça Conde de Agrolongo, esta propriedade assinala a importância das famílias nobres bracarenses.
Projetada pelo arquiteto Carlos Amarante na segunda metade do século XVIII, a casa principal desenvolve-se em planta em forma de 'U', com dois pisos e uma entrada assinalada pela pedra de armas dos Maciel e Aranha. As duas residências anexas, edificadas no século XVII, representam os derradeiros exemplares de casas seiscentistas da cidade, com características arquitetónicas únicas: escadaria de acesso à rua, arco inferior e alpendre sustentado por colunelos.
Apesar das modificações ao longo dos séculos, os edifícios preservam elementos originais que permitem vislumbrar a vivência urbana de Braga. As janelas de peito com moldura retangular no andar nobre, o pátio central delimitado por colunas e a transformação dos antigos arcos em portas testemunham as sucessivas adaptações arquitetónicas.
Classificados como Imóveis de Interesse Público desde 1971 e 1978, estes edifícios integram o rico património arquitetónico de Braga, oferecendo aos visitantes um olhar íntimo sobre a história urbana portuguesa.
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