O Castro Máximo, localizado na periferia da cidade de Braga, é um sítio arqueológico que testemunha a presença das comunidades castrejas no noroeste de Portugal durante a Idade do Ferro. Implantado num dos pontos mais elevados da área urbana, o castro oferece um domínio impressionante sobre a paisagem envolvente.
As escavações realizadas na década de 1930 revelaram um complexo sistema…
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O Castro Máximo, localizado na periferia da cidade de Braga, é um sítio arqueológico que testemunha a presença das comunidades castrejas no noroeste de Portugal durante a Idade do Ferro. Implantado num dos pontos mais elevados da área urbana, o castro oferece um domínio impressionante sobre a paisagem envolvente.
As escavações realizadas na década de 1930 revelaram um complexo sistema defensivo composto por duas linhas de muralhas e fossos, demonstrando a sofisticação estratégica destas comunidades antigas. No interior do perímetro amuralhado, foram identificados vestígios de habitações de planta circular, característicos da arquitetura castreja.
A descoberta e estudo deste sítio arqueológico deve-se em grande parte a investigadores como Albano Belino, que no final do século XIX desenvolveu um trabalho fundamental na prospeção e registo dos vestígios arqueológicos da região do Minho. O interesse por estes locais enquadrava-se no movimento científico da época, que procurava compreender a expansão celta e as particularidades culturais do território.
Apesar das alterações provocadas pela atividade das pedreiras locais, o Castro Máximo continua a ser um local fundamental para a compreensão da organização social, económica e territorial das comunidades proto-históricas da região de Braga.
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