Residência secular dos Arcebispos, donos e Senhores de Braga, o Paço Arquiepiscopal é um dos monumentos mais ntotáveis da cidade, revelando seis séculos de história através da sobreposição de quatro grandes campanhas construtivas que criaram um conjunto de planta irregular e assimétrica de riqueza arquitetónica muito diversa.
O corpo gótico, iniciado na década de 30 do século XIV por…
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Residência secular dos Arcebispos, donos e Senhores de Braga, o Paço Arquiepiscopal é um dos monumentos mais ntotáveis da cidade, revelando seis séculos de história através da sobreposição de quatro grandes campanhas construtivas que criaram um conjunto de planta irregular e assimétrica de riqueza arquitetónica muito diversa.
O corpo gótico, iniciado na década de 30 do século XIV por D. Gonçalo Pereira, conheceu configuração definitiva no século XV sob D. Fernando da Guerra. Entre 1422 e 1436, Mestre Fernão Martins conduziu obras que duraram duas décadas, concluindo a torre principal em 1439. Virado para o Jardim de Santa Bárbara, este corpo de aparelho granítico com pedras almofadadas de tradição clássica exibe três andares e vãos de arco quebrado, dotado de ambiência medievalizante pelas restaurações do século XX.
No século XVI, D. Diogo de Sousa promoveu segunda grande campanha, privilegiando as fachadas confrontantes com a Rua do Souto. Diante da fachada principal, a monumental Fonte dos Castelos impressiona pela decoração com castelos, ameias e putti. A leste, grande galeria maneirista de dois registos, com térreo parcialmente aberto em arcadas, define praça quadrangular imponente.
As obras barrocas da primeira metade de Setecentos, ampliadas por D. Rodrigo de Moura Teles e dotadas de maior aparato por D. José de Bragança, foram consumidas por incêndio em 1866. A reconstrução integral dos anos 20 e 30 do século XX conferiu fachada tripartida de impacto cenográfico, com corpo central recuado ladeado por corpos quadrangulares de três andares. No interior, a escadaria principal do corpo quinhentista exibe silhar de azulejos joaninos com cenas galantes, enquanto o corpo medieval recriado apresenta paredes nuas e tetos de traves à vista pintadas com elementos vegetalistas de inspiração nos tetos de alfarje.
Convertido em Reitoria e Biblioteca da Universidade do Minho, o conjunto reverteu para a comunidade um dos mais notáveis edifícios bracarenses, perpetuando a vocação de centro de poder e saber que sempre caracterizou este monumento.
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