Na zona da Boavista, no Porto, este edifício de habitação projetado em 1945 pelos arquitetos Arménio Losa e Cassiano Barbosa marca um momento significativo na evolução da arquitetura residencial portuguesa do século XX. Concebido num período de transição urbana, o projeto representa uma rutura subtil com as convenções arquitetónicas anteriores, explorando novas possibilidades de desenho e ocupa…
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Na zona da Boavista, no Porto, este edifício de habitação projetado em 1945 pelos arquitetos Arménio Losa e Cassiano Barbosa marca um momento significativo na evolução da arquitetura residencial portuguesa do século XX. Concebido num período de transição urbana, o projeto representa uma rutura subtil com as convenções arquitetónicas anteriores, explorando novas possibilidades de desenho e ocupação do espaço.
O edifício desenvolve-se num lote retangular de 24 por 41,6 metros, resultado da união de quatro parcelas estreitas tradicionais. A sua conceção privilegia uma ocupação em profundidade, articulando jardim, edifício, pátio e garagens numa sequência orgânica. A estrutura em forma de T avança para o interior, com duas alas ligadas por solários, utilizando geometrias ortogonais que sublinham a solidez arquitetónica.
A distribuição interior segue princípios de funcionalidade e conforto, organizando os espaços em três zonas distintas: serviços, área comum e quartos. Os arquitetos procuraram criar um ambiente que privilegiasse a luz e a ventilação, afastando-se do modelo tradicional de habitação urbana.
Inicialmente previsto com terraços, o projeto sofreu alterações por pressão do cliente, resultando numa solução que os próprios arquitetos consideraram comprometedora da conceção original.
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