Concluído em 1747 e habitado inicialmente pelas irmãs Sande, o Solar dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo terá sido edificado por Pedro Ferreira de Andrade e D. Serafina de Sousa Carvalho, casal borbense ligado a importantes famílias de Vila Viçosa. O brasão de armas barroco em mármore, decorado com vieiras, palmetas e aletas, ostenta as heráldicas de Sousas do Prado, Carvalhos, Melos e Abreus m…
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Concluído em 1747 e habitado inicialmente pelas irmãs Sande, o Solar dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo terá sido edificado por Pedro Ferreira de Andrade e D. Serafina de Sousa Carvalho, casal borbense ligado a importantes famílias de Vila Viçosa. O brasão de armas barroco em mármore, decorado com vieiras, palmetas e aletas, ostenta as heráldicas de Sousas do Prado, Carvalhos, Melos e Abreus modernos, rematado por timbre de coroa de marquês.
A fachada principal de dois registos impressiona pela simetria dos vãos. As janelas do piso térreo, rectas e depuradas, ligam-se ao friso horizontal donde nascem as janelas de sacada do andar nobre, com cornijas salientes e gradaria setecentista. Destaca-se a janela de sacada sobre o portal, de remate semicircular com frontão contracurvado, moldura concheada e balcão protegido por gradaria trabalhada.
No interior, a escadaria de dois lanços conduz ao andar nobre onde sobrevive a Sala da Música, preservando quatro painéis de cenas galantes características do estilo D. Maria I: dança, mascaradas, tocadores de sanfona e trio musical feminino. Executados pelo pintor borbense José da Silva Carvalho no final de Setecentos a partir de gravuras alemãs de Georg Christoph Kilian, estes painéis são os únicos que permaneceram após a adaptação do solar a escola entre 1971 e 1974, transformação que infelizmente dispersou o notável conjunto decorativo original.
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