A Igreja de São Tiago de Borbela surpreende pela justaposição entre a singeleza rural do exterior e a exuberância decorativa do interior. Fundada em 1290, conforme atesta a pedra tumular do seu fundador, a igreja actual nada conserva da primitiva construção, tendo sido profundamente transformada em sucessivas campanhas de obras.
A fachada em empena é precedida por galilé setecentista…
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A Igreja de São Tiago de Borbela surpreende pela justaposição entre a singeleza rural do exterior e a exuberância decorativa do interior. Fundada em 1290, conforme atesta a pedra tumular do seu fundador, a igreja actual nada conserva da primitiva construção, tendo sido profundamente transformada em sucessivas campanhas de obras.
A fachada em empena é precedida por galilé setecentista onde se abrem cinco arcos de volta perfeita, criando um pórtico acolhedor. No interior de planta em cruz latina, o visitante descobre um notável conjunto de pinturas murais de cariz popular que cobrem a abóbada da nave. Executadas entre 1703 e 1718, durante o priorado de Manuel Ramos, estas composições apresentam losangos, ornatos florais e geométricos enquadrando cenas da vida de São Tiago, identificadas por legendas. As pinturas do cruzeiro, ligeiramente posteriores, revelam interpretações anacrónicas dos personagens e paisagens de agrestes vales sombreados, características dos artistas regionais da época.
Ao nível do rodapé subsistem azulejos de padrão polícromo seiscentistas com o motivo de maçaroca, que originalmente revestiriam todo o espaço interno. As capelas laterais, dedicadas às Almas Santas e a Santo António, mantêm este revestimento cerâmico. Na capela-mor, destaca-se o retábulo de talha dourada e recortada, testemunho da intervenção setecentista que renovou o templo medieval.Claude can make mistakes. Please double-check responses.
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