Jóia do barroco alentejano, o Chafariz de Borba, popularmente conhecido como Fonte das Bicas, ergueu-se em 1781 para celebrar a visita dos monarcas D. Maria I e D. Pedro III. Mandado edificar pelo município, o projecto coube ao engenheiro José Álvares de Barros, enquanto a execução em mármore branco regional ficou a cargo dos mestres José Mendes da Silva e António Franco Painho, com exame final…
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Jóia do barroco alentejano, o Chafariz de Borba, popularmente conhecido como Fonte das Bicas, ergueu-se em 1781 para celebrar a visita dos monarcas D. Maria I e D. Pedro III. Mandado edificar pelo município, o projecto coube ao engenheiro José Álvares de Barros, enquanto a execução em mármore branco regional ficou a cargo dos mestres José Mendes da Silva e António Franco Painho, com exame final dos artistas locais António e Angélico Velez em 1785.
O monumento majestoso eleva-se sobre estrado lajeado, protegido por labirinto de balaústres que cria notável efeito cénico. Compõe-se de três tanques: um central de maiores dimensões e dois laterais, encimados pelos bustos régios. Cinco bicas em forma de carranca vertem água cristalina, servindo a taça central com três e as laterais com uma cada. Grinaldas relevadas e laçadas de sabor neoclássico adornam o conjunto, coroado por alto frontispício onde pontifica, em medalhão central, a efígie da rainha. No topo, o escudo régio coroado remata a composição, enquanto na face posterior se ostenta o brasão setecentista de Borba.
Anexo ao chafariz estende-se amplo tanque retangular formando espelho de água que avança pelo Jardim Municipal, rematado por bebedouro e lavadouro. Assim se fundem harmoniosamente a função comemorativa e as serventias públicas essenciais, testemunho do engenho e da arte que distinguem o mármore de Borba.
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