No litoral oeste português, os vestígios do Castelo de Atouguia da Baleia contam uma história rica de navegação, defesa e transformação territorial. Situada na antiga povoação de Tauria, a vila foi um porto crucial durante a Reconquista cristã, recebendo em 1158 os cruzados franceses Guilherme e Roberto de Corni como recompensa pela conquista de Lisboa.
Durante o reinado de D. Dinis (…
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No litoral oeste português, os vestígios do Castelo de Atouguia da Baleia contam uma história rica de navegação, defesa e transformação territorial. Situada na antiga povoação de Tauria, a vila foi um porto crucial durante a Reconquista cristã, recebendo em 1158 os cruzados franceses Guilherme e Roberto de Corni como recompensa pela conquista de Lisboa.
Durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), Atouguia alcançou o seu apogeu marítimo, desenvolvendo construção naval e pesca à baleia. O almirante genovês Manuel Pessanha estabeleceu aqui a sua base de operações, e um decreto régio obrigava 30 homens locais a defender o porto durante seis semanas anuais.
Em 1526, o encalhe de uma baleia gigante de mais de 20 metros conferiu à vila o nome definitivo de Atouguia da Baleia. Porém, o progressivo assoreamento do rio de São Domingos alterou decisivamente a sua importância, favorecendo o desenvolvimento de Peniche.
Atualmente, restam apenas fragmentos de uma torre e muralhas medievais, testemunhando a antiga estrutura defensiva. Os vestígios arqueológicos, classificados como Imóvel de Interesse Público desde 2006, revelam um traçado oval de muralha, provavelmente de origem gótica, que convida os visitantes a imaginar a dinâmica medieval deste estratégico porto atlântico.
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