No coração do Alentejo, junto a Vila de Frades, encontram-se as ruínas de São Cucufate, um complexo romano que revela a riqueza e sofisticação da vida rural durante o Império. Construída no século I d.C., esta villa romana destaca-se pela sua arquitetura única, desenvolvendo-se em altura com dois pisos, algo incomum para a época.
O local testemunha três fases de construção, com a últi…
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No coração do Alentejo, junto a Vila de Frades, encontram-se as ruínas de São Cucufate, um complexo romano que revela a riqueza e sofisticação da vida rural durante o Império. Construída no século I d.C., esta villa romana destaca-se pela sua arquitetura única, desenvolvendo-se em altura com dois pisos, algo incomum para a época.
O local testemunha três fases de construção, com a última no século IV transformando completamente o edifício. A mansão principal, em forma de U, integrava zonas produtivas no piso térreo e a residência senhorial no primeiro andar. Os proprietários beneficiavam de uma vista privilegiada sobre os campos vinícolas, numa região já conhecida pela qualidade dos seus vinhos.
Para além da habitação, o complexo incluía termas, um templo, jardins e sistemas sofisticados de captação de água. Após o declínio romano, o espaço continuou habitado: primeiro por uma basílica paleocristã, depois por dois mosteiros medievais, até ao século XVIII.
Os vestígios arqueológicos permitem compreender a organização social, económica e religiosa de diferentes períodos históricos, desde a ocupação romana até à Idade Média. Hoje, São Cucufate constitui um dos sítios arqueológicos mais bem preservados de Portugal, oferecendo aos visitantes um olhar único sobre a vida no território português há dois mil anos.
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