No coração do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, as jazidas de Vale de Meios e Algar dos Potes revelam um capítulo fascinante da história da Terra. Descobertas em 1998 por vigilantes do parque, estas formações calcárias preservam centenas de pegadas de dinossauros terópodes do Jurássico Médio, há cerca de 168 milhões de anos.
A jazida de Vale de Meios destaca-se como um a…
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No coração do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, as jazidas de Vale de Meios e Algar dos Potes revelam um capítulo fascinante da história da Terra. Descobertas em 1998 por vigilantes do parque, estas formações calcárias preservam centenas de pegadas de dinossauros terópodes do Jurássico Médio, há cerca de 168 milhões de anos.
A jazida de Vale de Meios destaca-se como um autêntico registo fóssil, com uma extensa laje calcária de 7500 metros quadrados. Aqui, os visitantes podem observar pormenorizadamente as marcas deixadas por dinossauros carnívoros que percorriam uma antiga planície lamacenta junto a uma laguna litoral. As pegadas tridáctilas, nítidas e bem conservadas, permitem compreender a anatomia destes animais: dinossauros com altura entre 2 a 3 metros, que se movimentavam a uma velocidade de 5-6 km/h.
Considerada a maior jazida de pegadas de terópodes do Jurássico Médio na Península Ibérica, Vale de Meios oferece uma janela única para o passado geológico português. Os trilhos, orientados maioritariamente no sentido noroeste-sudeste, cruzam-se com pistas de grandes saurópodes, criando um mosaico paleontológico de valor científico internacional.
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