Os Mourões, localizados na margem esquerda do Rio Tejo, em Abrantes, são um testemunho fascinante da história ribeirinha portuguesa. Este conjunto de 16 pilares, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1970, representa muito mais do que simples vestígios arquitetónicos: são uma janela para os antigos sistemas de travessia fluvial.
Inicialmente envoltos em mistério, os Mourões …
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Os Mourões, localizados na margem esquerda do Rio Tejo, em Abrantes, são um testemunho fascinante da história ribeirinha portuguesa. Este conjunto de 16 pilares, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1970, representa muito mais do que simples vestígios arquitetónicos: são uma janela para os antigos sistemas de travessia fluvial.
Inicialmente envoltos em mistério, os Mourões foram durante muito tempo associados a pontes romanas ou medievais. Porém, a investigação histórica atual confirma a sua construção em 1811, num período crucial de transformação dos transportes fluviais. Os pilares, construídos com caixas retangulares em talude, foram concebidos estrategicamente para suportar embarcações e facilitar o embarque e desembarque de pessoas e mercadorias.
A sua localização no Rossio ao Sul do Tejo era fundamental para a dinâmica comercial da época, numa altura em que o rio representava a principal via de comunicação. Cada pilar, com altura crescente até cinco metros, formava uma plataforma nivelada que permitia ligações entre as margens do rio.
Hoje, estes Mourões integram o Parque Urbano Ribeirinho de Abrantes, transformando-se de antigo posto comercial em espaço de lazer e memória, convidando os visitantes a reimaginar a intensa atividade fluvial que outrora ali acontecia.
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